CONHECE A KLAXON ? NÃO? Então você não é moderno…

“Caracterizada por uma oposição entre o projeto formal inovador e a proposta de resgatar elementos da cultura tradicional, a primeira geração de modernistas desenvolve uma arte experimental, de acordo com o projeto fixado por Mário de Andrade na Semana de Arte Moderna de 22. A produção destes iniciadores da arte moderna no Brasil concilia uma linguagem importada das vanguardas modernistas européias, com um conteúdo nativista que resgata as raízes culturais brasileiras.”

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DO LABIRINTO: Viver no pós-revolução do Irã

O projeto do fotógrafo iraniano Farshid Tighehsaz é sobre os medos e os efeitos da revolução islâmica no Irã, sobre o impacto de oito anos de guerra que serão sentidos nas gerações vindouras.

Nascido em 21 de julho de 1987 em Tabriz, Farshid aponta que  ser jovem no Irã significa limitação: uma limitação sentida na política, arte, cultura, diversão, economia, educação, vestuário, fala, comportamento, feminilidade, masculinidade, relacionamentos e vida. Como os seus amigos costumam dizer: “Somos a geração após a revolução e depois da guerra”. A impressão desses eventos em suas vidas e almas será sempre visível.

Este é um projeto pessoal. A busca de evidências da crescente complexidade e depressão de uma  geração. Esta missão começou há alguns anos atrás, como resultado das “comunicações quebradas”, da falta de contato com os arredores, com outras partes do mundo. Neste isolamento, começou a se perguntar quem ele realmente era e em seguida, estender essa pergunta a outros.

Usar a fotografia ajudou a aproximar as pessoas e suas vidas,  buscar uma melhor compreensão daqueles que o rodeavam. Como descobriu, a busca de sua identidade, inevitavelmente o envolveu com sua própria sociedade: “Procurar, é ver a mim mesmo, em outras pessoas.”

“Encontrei algumas semelhanças entre os meus pares. E também encontrei medo – medo do futuro, medo da aniquilação, medo da sexualidade, medo da solidão e medo de não ser feliz.”  De acordo com o fotógrafo, são medos que assumem uma dimensão relevante na vida e na identidade das pessoas, maneiras individuais de vivenciar a incerteza de uma sociedade, ainda sem perspectivas de um futuro minimamente tranquilo.

Dimas Mendes Jr. / ART URBe

 

Fotografias – Farshid Tighehsaz

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