FRIDA KAHLO : ARTE + MODA

Frida Kahlo (1907 –   1954) nasceu  na Cidade do México.  A artista, que nos disse tanto sobre si mesma em suas pinturas, também deixou impressões duradouras em nossas mentes por meio de seu visual e estilo.

Parecia não haver muito mais a dizer ou aprender sobre Frida Kahlo , até que em  abril de 2004, seu guarda-roupa foi descoberto em um cômodo, em La Casa Azul.  Na parte superior da casa, no banheiro de azulejos brancos adjacente ao quarto da artista, seu guarda-roupa e seus pertences pessoais haviam sido preservados por mais de 50 anos a pedido do marido, o muralista mexicano Diego Rivera, e posteriormente pela patrona e amiga Dolores Olmedo. Cerca de 300 peças de roupa tradicionais e não tradicionais, jóias, medicamentos e aparelhos ortopédicos foram descobertos.

Do dia em que teve poliomielite ao dia em que morreu, Kahlo foi submetida a 22 operações cirúrgicas, o que a deixou com um corpo em estado de desintegração. Essa fragmentação física levou a uma expressão material do próprio eu e das camadas restritivas, por meio de uma particular convergência entre geometria e identidade, cores e imagens.

Para Frida, os vestidos tradicionais tehuana não eram apenas um objeto adaptado ao corpo para esconder as imperfeições, mas algo com que ela se fundiu, e que vestia como uma segunda pele. Com sua sensibilidade, percebeu a qualidade semiótica da vestimenta, que se apresenta em seu papel como veículo metafórico e ao mesmo tempo, facilmente entendido pelo olhar do espectador.

O estilo adotado pela artista, sua configuração, modos e maneiras de representar a vida, o amor e as dores físicas e emocionais, inquestionavelmente, transformaram-se em referências.

Dimas Mendes Jr. – ART URBe

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Fonte: Museu Frida Kahlo / Fotos: Miguel Tovar